Minisséries Brasileiras
   Minissérie: exemplo para a solução

            Existem muitas críticas para a televisão brasileira, em sua maioria são ruins. Em alguns horários é possível passar por todos os canais e não achar um programa com informações relevantes.

Capacidade de fazer bons produtos existe aqui no Brasil, mas porque quem possui acesso ao meio de comunicação não utiliza esta capacidade para estar melhorando a informação, educação e conhecimento da população?

São fofocas, receitas, vendas de produtos para transformar a sua vida, novelas estrangeiras ou nacionais que enrolam com o bandido e o mocinho ou no casal separado que nunca se encontra.

Um exemplo de um produto de qualidade é a novela O Clone com a campanha anti-drogas e a cultura mulçumana. Mas o número de programas ruins é muito maior que o inverso e isso é preocupante para a população que fica horas em frente uma TV.

            As minisséries já estão num outro padrão que é importante comentar, a qualidades que levam para a casa do telespectador com histórias do país ou de uma personalidade importante. Um tempo que o telespectador pode descançar, se divertir e aprender se conseguir ficar acordado para assistir.

Será que não tem uma programação com conteúdo interessante porque os telespectadores não assistem ou eles não assistem estes programas com conteúdo por que não tem para assistir?

Segundo Arlindo Machado “não é apenas a televisão culpada pela mercantilização generalizada da cultura, mas também cinemas e livrarias”. O mercado para ter o lucro maior apela para o que o público tem maior interesse e assim não arrisca, não investe e não evolui.



Escrito por Vanessa Moiseieff às 16h14
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   A Casa das Sete Mulheres ganha prêmio de qualidade

                                                           

Baseada no livro homônimo de Letícia Wierchowszki, a minissérie conta a saga do coronel Bento Gonçalves ao liderar a Revolução Farroupilha, que ocorreu no Rio Grande do Sul em 1835.O conflito é colocado sob o ponto de vista sensível das mulheres dos soldados,que mesmo longe dos campos de batalha, vivem todas as angústias da guerra. Destaque para Manuela, interpretada por Camlia Morgado, a narradora oficial da história, e para a revelação do ator Werner Schuneman . Com certeza um prêmio merecido. Mais detalhes sobre o prêmio em:http://www.premioqualidadebr.org.br/pesquisa/pespecial_rj_2003.htm



Escrito por Fátima Kádri às 00h26
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   Audiência

Ana Paula Arósio é Yolanda em Um só coração

Um Só Coração acabou empatando com A Casa das Sete Mulheres na disputa pela posição de minissérie de maior audiência da Globo desde 2000. Ambas fecharam com 28 pontos. Um Só Coração leva ligeira vantagem: em média, 53% dos televisores ligados ficaram sintonizados na minissérie, contra 52% de A Casa das Sete Mulheres.
Informação de
www.abert.org.br



Escrito por Fátima Kádri às 02h03
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   Autores também preferem minisséries

Para os autores, há mais vantagens em escrever uma minissérie do que uma novela. O novelista Aguinaldo Silva, (Lampião e Maria Bonita, Bandidos da Falange) declara que "nas minisséries a mão pode pesar mais, pois as pressões da censura, da empresa e até do público, são menores. Já a novela é uma obra aberta, todo mundo intervém, até o telespectador que não gosta do que vê e muda de canal"

Manoel Carlos (Presença de Anita) considera que as minisséries são um trabalho mais arriscado, mas gratificante: "Na minissérie, ao contrário da novela, todos os diálogos são essenciais, a gente não pode errar, aliás, nada pode sair errado. Desde a escolha dos atores até a direção, tudo tem de ser preciso. É um risco muito alto, mas é muito gratificante para todos. Há uma economia de tempo e de desgaste. E no final, se ganha a mesma coisa."

Obs: Declarações tiradas do livro "As Telenovelas da Globo: produção e exportação", de José Marques de Melo - 1988



Escrito por Fátima Kádri às 14h00
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   Opinião

O nível das minisséries é muito mais elevado além de elas contarem histórias
reais, mas sempre com uma boa dose de ficção para incrementar/apimentar o
assunto. Para quem pensa em aprimorar seus conhecimentos ao mesmo tempo em
que está relaxando depois de um dia de bronca, acho que as minisséries são
uma das raras opções que a TV brasileira oferece. O próprio Daniel Filho em
seu livro O Circo Eletrônico afirma que as minisséries são assistidas por um
público mais seleto e por isso também mais exigente. Eu raramente assisto.
novela, não agüento. Às minisséries,  assisto o máximo de capítulos que puder.

Édio Royer - telespectador

 

 

 


 



Escrito por Fátima Kádri às 13h57
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   Há controvérsias....

Peraí... Quando o assunto é teledramaturgia, não se pode generalizar. Com algumas exceções, é claro, as minisséries cumprem o seu papel e fazem muito bem aos olhos de quem assiste. Alterações são necessárias para cativar o telespectador (afinal, não podemos nos esquecer das leis de mercado, que têm força maior na televisão brasileira) mas ainda assim, na maioria das vezes, o público sai ganhando.

Escrito por Fátima Kádri às 17h47
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   Qualidade de conteúdo X Ibope

As minisséries são consideradas obras de nível cultural mais alto do que as novelas.  Por isso mesmo não conquistam grandes índices de audiência. Infelizmente, seus produtores e diretores se deparam com a dificuldade de que o público não consegue acompanhar uma história mais elaborada. E é para driblar essa dificuldade que eles acabam incorporando ao conteúdo (que deveria ser um retrato da realidade) elementos de ficção aos quais o público já está habituado, como o drama e o humor. O problema é quando tais alterações acabam deturpando o período histórico no qual a obra é baseada. Assim, a verdadeira finalidade das minisséries, que deveria ser levar ao conhecimento do telespectador comum os fatos que mudaram a nossa história, torna-se algo supérfluo, que pode ser esquecido em favor do ibope.

Para entender melhor o que quero dizer, leia a matéria abaixo, que foi retirada do site Canal da Imprensa A matéria foi publicada na época em que era exibida a minissérie O quinto dos infernos. Ao que parece, a sátira da coroa portuguesa não agradou historiadores, que classificam a minissérie como "pobre"

Falsa construção da história

Katianne Jouguet

As minisséries costumam retratar um determinado momento histórico. A Rede Globo de Televisão sempre investiu em gigantescas produções de teledramaturgia. Atualmente, ela tem um arsenal de seis estúdios de mil metros quadrados cada, sem contar os cenários, as cidades cenográficas, a quantidade de figurinos e outros.

A emissora já produziu várias minisséries; tais quais Anos Rebeldes (1992), Dona Flor e Seus Dois Maridos (1998), A Muralha (2000), Hilda Furacão (1998), Os Maias (2001), O Quinto dos Infernos (2002), Presença de Anita (2001), entre outras.

Enfim, há uma grande qualidade técnica. A principal intenção é seduzir o público. Fazer com que ele incorpore novos padrões de comportamento, ao mesmo tempo em que se insere na produção "cinematográfica". As minisséries da Globo retratam a sociedade, ou melhor, refratam.

A visão de mundo dos dramaturgos tem o objetivo de quebrar barreiras dantes intransponíveis. Os livros literários, geralmente são adaptados para a mídia televisionada. Logo, a cultura brasileira que deveria ser divulgada se torna alvo de manipulação para fins de mercado.

Hilda Furacão, romance de Roberto Drummond, condensado para a televisão por Glória Perez, conta a história de uma meretriz (Ana Paula Arósio) que se apaixona por um frei (Rodrigo Santoro). A história ocorre em Belo Horizonte. A minissérie arrebatou enorme audiência; média superior a 30 pontos no Ibope. O principal objetivo das minisséries é entreter o público após as 23 horas. E a maneira mais fácil de fazer isso é provocando polêmicas. Neste ínterim, vale deturpar a imagem consagrada de um líder religioso, ao este se apaixonar por uma mulher da vida.

As cenas das minisséries brasileiras geralmente escancaram sexo explícito, imagens de nudez, etc. Hoje, essas são consideradas normais pela sociedade. Tornou-se um hábito. O que se torna comum ao público não traz mais audiência. Não é por acaso então que a Globo produz dramaturgias inovadoras em seu roteiro é preciso chocar.

Tudo que é novo ocasiona em críticas gerais. O público, de início não se conforma ou não incorpora a cena. Porém, a técnica de convencimento consiste em repetição ou produções constantes. Tudo é uma questão de tempo. Afinal, as pessoas "criticam" porque assistem, e assistem porque viciam. Todo vício, por pior que seja, é bom.

As histórias, em nível de dramaturgia, são ótimas e merecem aplausos. Há sempre superproduções. Os Maias foi uma delas. Custou mais de dez milhões de reais. Pode-se também dizer que foi um espetáculo raro de qualidade. Infelizmente não arrebatou a audiência. Apenas 15 pontos no Ibope.

Segundo o diretor de Os Maias, Luiz Fernando Carvalho, ‘É uma obra de maior complexidade e necessita de um espectador reflexivo (...) a preguiça cultural está instalada no País’. Realmente, ninguém quer pensar ou refletir. Por isso que a linguagem das minisséries é tão mesquinha e de baixo nível.

Pornochanchada                                                                                                   

Não é preciso haver conteúdo, pois isso não satisfaz o público. O Quinto dos Infernos foi uma minissérie que ganhou destaque por seu baixo calão. Celso Fonseca, em artigo para a IstoÉ (23/01/02), faz menção a esta minissérie. Ele diz que "O Quinto dos Infernos lembrou os velhos tempos da pornochanchada". Ainda menciona cenas da trama; fala sobre o estupro da mocinha pelo padrasto e sua primeira vez com o namorado.

Uma minissérie pobre mesmo! Até no seu conteúdo histórico. Celso ainda cita a visão de Maria Luisa Albiero Vaz, mestre em história social pela Universidade de São Paulo (USP). Ela diz que "de história não tem nada. A reconstituição cai no clichê e há um apelo sexual exagerado. Parece uma Malhação qualquer".

É lógico, que existe um pouco de realidade nas tramas. Porém, o que é fato precisa ser mesclado. E já que a maioria da massa popular não tem amplo conhecimento do passado brasileiro é mais fácil deturpar a história. A minissérie A Casa das Sete Mulheres é um exemplo disso. A Guerra dos Farrapos estrangulada e mexida de tal forma que engana quem assiste. Logo, o povo acredita cegamente em tudo o que é transmitido.

Como sempre, a audiência e o Ibope estão em primeiro lugar. E nada melhor do que mantê-los recheando as minisséries de romances ou de cenas chocantes, que muitas vezes, nunca existiram.

Uma das minisséries de maior audiência global foi Anos Dourados, de 1986. Ao retratar a década de 50 apresentou a história entre os personagens de Malu Mader e Felipe Camargo. Os valores se invertem paulatinamente, com enorme sutileza. Um romance proibido pelos pais cativa o telespectador; faz com que o mesmo torça pela união dantes mal quista pela sociedade.

Enfim, as minisséries brasileiras continuaram na mesma linha de apresentação. Já tentaram fazer algo com conteúdo, mas o público não adere. O que não gera ibope sempre será descartado. Com este raciocínio, aonde iremos chegar?



Escrito por Fátima Kádri às 17h14
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   Minisséries em ordem cronológica (Rede Globo)

1 Lampião e Maria Bonita - 1982

2 Avenida Paulista - 1982

3 Quem Ama Não Mata - 1982

4 Moinhos de Vento - 1983

5 Bandidos da Falange - 1983

6 Fernando da Gata - 1983

7 Parabéns pra Você - 1983

8 Padre Cícero - 1984

9 Anarquistas, Graças a Deus - 1984

10 Meu Destino é Pecar -1984

11 A Máfia no Brasil - 1984

12 Rabo de Saia - 1984

13 O Tempo e o Vento - 1985

14 Tenda dos Milagres - 1985

15 Grande Sertão: Veredas - 1985

16 Anos Dourados -1986

17 Memórias de um Gigolô - 1986

18 O Pagador de Promessas - 1988

19 O Primo Basílio - 1988

20 Abolição 1988

21 Sampa - 1989

22 República - 1989

23 Desejo - 1990

24 A, E, I, O... Urca - 1990

25 Boca do Lixo - 1990

26 Riacho Doce - 1990

27 La Mamma - 1990

28 Meu Marido - 1991

29 O Sorriso do Lagarto - 1991

30 O Portador - 1991

31 Tereza Batista - 1992

32 Anos Rebeldes - 1992

33 As Noivas de Copacabana -  1992

34 Contos de Verão -  1993

35 Sex Appeal -  1993

36 Agosto - 1993

37 A Madona de Cedro - 1994

38 Memorial de Maria Moura  - 1994

39 Incidente em Antares - 1994

40 Engraçadinha... Seus Amores e seus pecados  - 1995

41 Decadência - 1995

42 Dona Flor e seus Dois Maridos - 1998

43 Hilda Furacão -  1998

44 Labirinto  - 1998

45 O Auto da Compadecida - 1999

46 Chiquinha Gonzaga  - 1999

47 Luna Caliente -  1999

48 A Muralha - 2000

49 A Invenção do Brasil  - 2000

50 Aquarela do Brasil -  2000

51 Os Maias - 2001

52 Presença de Anita - 2001

53 O Quinto dos Infernos - 2002

54 Cidade dos Homens - 2002

55 Pastores da Noite - 2002

56 A Casa das Sete Mulheres - 2003

57 Um Só Coração - 2004

As primeiras minisséries produzidas na década de 80 tinham de 4 a 20 capitulos. Uma pesquisa feita na época com o público telespectador indicou que elas deveriam ser ampliadas, chegando então a 30 capítulos. Mas as produções atuais já ultrapassam os 50 capítulos. (Um só coração - 54 capítulos)

No site "Teledramaturgia" você encontra ficha técnica, resumo e elenco de todas as minisséries



Escrito por Fátima Kádri às 00h00
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   O início das minisséries com Marcos Rey

A primeira minissérie brasileira foi um grande passo para criar e renovar os produtos culturais. Contendo a maioria de cenas externas e a produção parecida com a cinematográfica, Os tigres, foi lançado na TV Excelsior em 1967. Marcos Rey, o autor foi responsável pela evolução da técnica de escrever roteiros.

 

Marcos Rey (sob o pseudônimo de Edmundo Donato) começou sua carreira no rádio em 1949. Desde 1955,  passou para a televisão onde está até hoje. Também adotou a profissão de redator e publicitário, mas sempre predominado por ser considerado um grande roteirista profissional. Outras minisséries de sua autoria foram “A morte chega na véspera”, “O homem que salvou Van Gogh do suicídio” e “Memórias de um gigolô”.

Faleceu em 1º de abril de 1999

 

Com experiência adquiridas também como professor de faculdade escreveu entre outras obras um guia para escrever roteiros chamado “O roteirista profissional. Televisão e Cinema”.

 Entre outras histórias de vida e dicas ele cita: “Ao escrever alguns capítulos da minissérie Memórias de um gigolô, baseado em romance de minha autoria e que na adaptação passa-se nos anos 20, fiz longa pesquisa para introduzir nos diálogos palavras, maneirismos, máximas e pilhérias que circulavam na época, com o que suponho ter dado mais autenticidade e sabor à história”.

 

Para saber mais sobre o autor, suas obras e vida acesse o site www.marcosrey.com.br



Escrito por Vanessa Moiseieff às 20h37
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   Minisséries que viraram filmes

Na retomada do cinema brasileiro, o diretor Guel Arraes decide ousar, transformando programas inicialmente feitos para a televisão em produções cinematográficas. E ao que tudo indica, a fórmula está dando certo.

Entre as minisséries que viraram filmes, as mais famosas são:

O Auto da Compadecida:

Fotos da obra retiradas do site:

http://www.terra.com.br/cinema/comedia/compadecida.htm

  Lisbela e o Prisioneiro:

Foto do filme

Caramuru: A invenção do Brasil:

Veja detalhes neste link

http://redeglobo6.globo.com/Caramuru/0,6993,956,00.html

 



Escrito por Fátima Kádri às 17h13
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   A história da TV não é igual a do livro

Para que uma obra literária chegue à TV, é feita uma livre-adaptação ou seja, o autor tem liberdade para mudar detalhes da história, como por exemplo suprimir e adicionar personagens ou dar maior destaque a determinada passagem . Numa adaptação, o autor televisivo pode até mesmo reunir várias obras de um mesmo escritor em uma só peça dramática., como ocorreu em O tempo e o Vento, minissérie na qual foram reunidas 3 obras de Érico Veríssimo: O sobrado, Ana Terra e Um certo Capitão Rodrigo; e ainda em Os maias, cuja autora Maria Adelaide Amaral interligou os personagens de A Capital e A Relíquia. Tais alterações foram feitas para que houvesse a devida adequação da linguagem televisiva com a linguagem literária.



Escrito por Fátima Kádri às 17h09
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   Por falar em O Primo Basílio...

Aqui vai uma curiosidade sobre a minissérie: Quando foi exibida, em 1988, a adaptação de Gilberto Braga para o livro homônimo de Eça de Queirós não obteve altos índices de audiência, apesar de ter caído no gosto da critica. Certamente o público considerou a minissérie ousada demais, assim como o próprio Roberto Marinho, que mandou vetar uma seqüência em que os amantes Basílio e Luísa se encontravam no "paraíso".

PS: Paraíso: Nome escolhido por Eça de Queirós para designar o local onde os amantes se encontravam

Logotipos gentilmente cedidos pelo site www.teledramaturgia.com.br

Conheça a história de O Primo Basílio



Escrito por Fátima Kádri às 17h07
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   Obras literárias: de Jorge amado à Eça de Queirós

Os grandes clássicos literários continuam sendo a maior fonte de inspiração para os autores de minisséries.

Entre os romancistas mais importantes que já tiveram seus trabalhos adaptados para a TV, estão: Jorge Amado(Tenda dos Milagres e Tereza Batista), Zélia Gattai, (Anarquistas Graças a Deus), Nelson Rodrigues, (Meu Destino é Pecar) Érico Veríssimo, (O tempo e o Vento e Incidente em Antares), Guimarães Rosa (Grande Sertão, veredas), e Eça de Queirós (O Primo Basílio e Os Maias).



Escrito por Fátima Kádri às 16h52
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   Comemorações em grande estilo com as superproduções da Globo

Dinah Silveira de Queirós é a autora do livro entitulado A Muralha, obra escolhida por Maria Adelaide Amaral para homenagear os 500 anos do Brasil, em 2000. A minissérie retratou a saga dos bandeirantes que vieram explorar as riquezas do país e a luta dos povos indígenas para se livrar de seu domínio.

Ainda por conta das comemorações pelos 500 anos, tivemos a microssérie A invenção do Brasil, que ironiza a chegada dos portugueses na Terra Brasilis, com interpretações de Selton Mello, Débora Secco e Camila Pitanga.

Merece destaque também a minissérie Um só coração, obra prima realizada este ano para homenagear os 450 anos de São Paulo. Um produção  primorosa que nos fez reviver os tempos áureos da cidade: dos artistas revolucionários, dos coronéis do café, da alta burguesia, dos cabarés... mas também retratou os momentos difíceis pelos quais passou o povo paulistano para conquistar sua autonomia e transformar a cidade no que ela é hoje.



Escrito por Fátima Kádri às 16h41
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   Minisséries baseadas em pesquisa histórica: a vida real

Uma das minisséries de maior sucesso já produzidas pela TV Globo foi Anos Dourados, escrita por Gilberto Braga. Ela é o melhor exemplo de minissérie que não foi baseada em nenhum livro específico, mas sim em rica pesquisa histórica sobre a juventude e a sociedade dos anos 50. Anos Rebeldes, do mesmo autor, também é um ótimo exemplo, já que sua história se passa durante os anos de repressão da ditadura militar.

Outros exemplos de trabalhos que foram montados à base de extensa pesquisa histórica foram: Chiquinha Gonzaga e Aquarela do Brasil (Lauro Cezar Muniz,1999/2000) e Um só Coração (Maria Adelaide Amaral, 2004).

Quem Ama Não Mata, de Euclydes Marinho (1982), é o que se pode chamar de uma obra fictícia "de ocasião", pois a história tem como gancho um determinado fenômeno social da época, no caso, o crime passional. Na época, a mídia noticiava o caso de Doca Street, playboy que havia assassinado sua namorada, a socialite Ângela Diniz, e o Brasil inteiro parou para ver o julgamento.



Escrito por Fátima Kádri às 16h26
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